Englobando posturas e movimentos que visam a diminuição da pressão nas cavidades torácica, abdominal e pélvica e a tonificação muscular benéfica para a faixa abdominal sem prejuízo sobre o assoalho pélvico, asTécnicas Hipopressivas são utilizadas com comprovado êxito na normalização de disfunções pelvi-perineais, no pós-parto e na prevenção e obtenção de melhoras posturais, respiratórias e vasculares.
A Ginástica Abdominal Hipopressiva (GAH), corresponde a um conjunto ordenado de exercícios posturais rítmicos que permitem a integração e a memorização das “mensagens” propriocetivas sensitivas ou sensoriais associadas à adoção de uma dada postura.
Descritas como sequências cronológicas rítmicas de exercícios posturais, provocam a diminuição da pressão intra-abdominal e intra-torácica, numa série de activação automática de neurodivergências dos músculos do períneo e da faixa abdominal, normalizando as tensões dos músculos respiratórios, relaxando em simultâneo grupos musculares antigravitacionais hipertónicos e estimulando o sistema neurovegetativo simpático.
Ao serem realizados em apneia expiratória e em determinadas posturas que anteriorizam o centro de gravidade, os exercícios hipopressivos induzem uma diminuição da actividade tónica do diafragma torácico e consequentemente o relaxamento. A diminuição da pressão intra-abdominal, provocada por via reflexa, potencia a tonificação da faixa abdominal, dos músculos do períneo e gera sucção sobre as vísceras pélvicas pela subida do diafragma, diminuindo assim também toda a tensão ligamentar (Esparza, 2002).
Efectividade dos exercícios hipopressivos, segundo investigações científicas:
Efectividade dos exercícios hipopressivos, segundo investigações científicas:
. Prevenção de lombalgias funcionais, hérnias discais lombares, vaginais, abdominais, crurais e inguinais
. Redução do perímetro da cintura em cerca de 8%
. Melhora da postura. Num mês diminui-se lordoses lombares (p=99,9%), cervicais (p=99,8%) e hipercifoses dorsais (p=99,5%)
. Aumento do tónus do assoalho pélvico e da faixa abdominal em 58%
. Incremento da força do assoalho pélvico em cerca de 20%
. Melhora da resistência em 65%
. Aumento da força explosiva e da capacidade anaeróbia ao elevar o metabolismo em 15%
. Melhora da prestação sexual em mulheres e homens pelo incremento da vascularização no pavimento pélvico
. Prevenção da incontinência urinária
. Indução de uma correta distribuição das pressões abdominais durante o esforço
. Evita prolapsos
ECS

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